Espanha bate Argentina na final! Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo 2026 terminou: disputada entre junho e julho de 2026 nos Estados Unidos, no México e no Canadá, ela já tem campeão, tabela final e artilharia definidos. A Espanha levantou o troféu ao vencer a Argentina por 1 a 0 na final, e este guia reúne tudo o que o torcedor brasileiro precisa saber sobre o torneio — do formato inédito ao caminho do Brasil, passando pelas sedes, pelos prêmios individuais e pelos recordes quebrados.

A final: Espanha 1 a 0 Argentina
A decisão foi jogada em 19 de julho de 2026 no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Depois de um empate sem gols no tempo normal, a Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, e conquistou seu segundo título mundial — o primeiro havia sido em 2010, na África do Sul.
A Argentina, que defendia o título conquistado no Catar em 2022, terminou a final com dez jogadores após a expulsão de Enzo Fernández. A Espanha, por sua vez, confirmou na decisão o estilo que marcou sua campanha: posse de bola, paciência e um elenco que soube esperar o momento certo para decidir. O resumo completo da decisão está na nossa página sobre a final da Copa do Mundo 2026.
O formato inédito: 48 seleções e 104 jogos
A Copa de 2026 foi a maior da história. Pela primeira vez, 48 seleções disputaram o torneio, em 104 partidas distribuídas por 16 cidades-sede em três países. Na primeira fase, as seleções foram divididas em 12 grupos de quatro. Os dois primeiros de cada grupo avançaram diretamente, e as oito melhores terceiras colocadas completaram um mata-mata de 32 seleções — outra novidade, já que antes o mata-mata começava nas oitavas de final.
O novo formato mudou a matemática do torneio: terminar em terceiro no grupo já não significava eliminação automática, e seleções que tropeçaram na fase de grupos ainda podiam sonhar com o título. Ao mesmo tempo, o caminho até a taça ficou mais longo para os favoritos, que precisaram vencer cinco partidas de mata-mata para chegar à final.
As sedes: três países, 16 cidades
Os Estados Unidos receberam a maior parte dos jogos, com 11 cidades-sede, incluindo Nova York/Nova Jersey, Dallas, Miami, Los Angeles e Atlanta. O México sediou partidas na Cidade do México, em Guadalajara e em Monterrey, e o Canadá, em Toronto e Vancouver. A abertura foi no Estádio Azteca, na Cidade do México, e a final no MetLife Stadium, o mesmo palco que recebeu jogos do Brasil na fase de grupos.
Para o torcedor brasileiro, a geografia do torneio teve um efeito prático: como o Brasil caiu no Grupo C, com jogos em Nova Jersey, Filadélfia e Miami, a seleção passou toda a primeira fase na costa leste dos Estados Unidos, sem as longas travessias que outros grupos enfrentaram.
O caminho do Brasil até a eliminação
O Brasil chegou à Copa como o único pentacampeão e o único país presente em todas as edições do torneio. No Grupo C, a seleção estreou com um empate por 1 a 1 com o Marrocos, em 13 de junho, no MetLife Stadium, e depois venceu o Haiti por 3 a 0 e a Escócia por 3 a 0, terminando em primeiro lugar com sete pontos e saldo de seis gols.
No mata-mata, o Brasil venceu o Japão por 2 a 1 na fase de 32-avos, em Houston, mas parou nas oitavas de final: perdeu por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, e se despediu do torneio antes das quartas de final. Foi uma eliminação dolorosa para uma seleção que havia dominado seu grupo, e a Noruega ainda chegaria às quartas de final, onde perdeu para a Inglaterra.

O mata-mata em resumo
Depois da fase de grupos, o torneio afunilou rapidamente. Nas oitavas de final, além da vitória da Noruega sobre o Brasil, ficaram pelo caminho seleções tradicionais: Portugal perdeu por 1 a 0 para a Espanha, o México perdeu por 3 a 2 para a Inglaterra e os Estados Unidos, um dos anfitriões, perderam por 4 a 1 para a Bélgica.
Nas quartas de final, a França venceu o Marrocos por 2 a 0, a Espanha venceu a Bélgica por 2 a 1, a Inglaterra venceu a Noruega por 2 a 1 e a Argentina venceu a Suíça por 3 a 1. As semifinais, então, colocaram frente a frente França e Espanha, de um lado, e Inglaterra e Argentina, do outro. A Espanha venceu a França por 2 a 0 em Dallas, e a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 em Atlanta, definindo a final entre as duas seleções que haviam dominado o torneio.
Na disputa pelo terceiro lugar, a Inglaterra venceu a França por 6 a 4 em Miami, em um dos jogos com mais gols da história recente das Copas. O detalhamento rodada por rodada está no nosso guia de jogos da Copa.
Artilharia e prêmios individuais
A artilharia do torneio ficou com Kylian Mbappé, da França, com 10 gols em oito jogos — o primeiro jogador da história a vencer a Chuteira de Ouro em duas Copas seguidas, depois de já ter sido o artilheiro do Catar em 2022. Mbappé foi também o primeiro jogador a marcar dez ou mais gols em uma única edição desde Gerd Müller, em 1970. Lionel Messi, da Argentina, terminou com oito gols, e Jude Bellingham, da Inglaterra, com sete.
Entre os prêmios individuais, a Bola de Ouro de melhor jogador do torneio ficou com Rodri, capitão da campeã Espanha. A lista completa de goleadores, com os números de cada um, está na nossa página de artilharia da Copa do Mundo 2026.

A lista de campeões depois de 2026
Com o título, a Espanha chegou a duas estrelas e se igualou a França e Uruguai na lista de campeões mundiais. O Brasil segue isolado no topo, com cinco títulos, seguido por Itália e Alemanha, com quatro cada, e pela Argentina, com três. A Inglaterra, campeã em 1966, tem um título. Nenhuma seleção estreante levantou a taça em 2026: o troféu ficou com uma ex-campeã, como já havia acontecido em todas as edições desde 2002.
Para o Brasil, o jejum continua: a seleção não vence uma Copa desde 2002 e, em 2026, caiu antes das quartas de final. O saldo do torneio, porém, deixa um ponto de partida claro para o próximo ciclo: o grupo venceu com autoridade, com sete gols marcados e apenas um sofrido na primeira fase, e o desafio passa a ser transformar esse domínio da fase de grupos em vitórias no mata-mata.
Por que esta Copa ficou para a história
Além do formato ampliado, a Copa de 2026 marcou a primeira vez que três países dividiram a sede do torneio e a primeira com uma fase de 32-avos. Ela também consolidou marcas individuais históricas: Mbappé se tornou o maior artilheiro da história das Copas, com 22 gols, ultrapassando Messi, e o primeiro a vencer a Chuteira de Ouro duas vezes. E confirmou a Espanha como a seleção do momento, com um segundo título conquistado 16 anos depois do primeiro.
Se você quer os números completos do torneio, veja a nossa tabela de posições da Copa.
Perguntas frequentes
Quem ganhou a Copa do Mundo 2026?
A Espanha. A seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, na final disputada em 19 de julho de 2026 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos.
Quando foi disputada a Copa do Mundo 2026?
A Copa do Mundo 2026 foi disputada entre junho e julho de 2026, nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O torneio já terminou: a final foi em 19 de julho de 2026.
Como foi o desempenho do Brasil na Copa de 2026?
O Brasil venceu o Grupo C com sete pontos — empate com o Marrocos e vitórias sobre Haiti e Escócia —, venceu o Japão por 2 a 1 na fase de 32-avos e foi eliminado nas oitavas de final ao perder por 2 a 1 para a Noruega.
Quem foi o artilheiro da Copa do Mundo 2026?
Kylian Mbappé, da França, com 10 gols. Foi a segunda Chuteira de Ouro seguida dele, algo inédito na história das Copas, e ele se tornou o maior artilheiro da história do torneio, com 22 gols.
Onde encontro os resultados oficiais da Copa do Mundo 2026?
Na página oficial da FIFA para a Copa de 2026, que reúne resultados, estatísticas e notícias do torneio, e no guia de jogos da Copa.
Fontes



